Mil milhas para ir com o gato a Raibh!!!
Cara Francisca,
Escreveremos sem acentos em sinal de solidariedade para com o seu desterro na ilha verde dos teclados cansados. Coisa chata, a Francisca ter de se referir a uma qualquer Colleen como uma moca enorme quando apenas quer dizer que a mimosa mocinha tem para cima de um metro e noventa. E bem perigosa, por sinal, pois temos leitores para os lados de Cork.
Quanto aos sentidos, tenha cuidado com tanto condutor canhoto. Esses tipos abusam da Guinness e depois apenas reconhecem o lado certo da estrada quando a Francisca lhes aparece de frente ou a sebe entra pelas janelas. Uma cambada! Aquelas caras de leprechauns, quais ameixas conservadas em malte, mostram bem a taxa que lhes corre pelas veias…
Sobre o assunto dos telejornais, temos de ser sinceros: a Francisca merece isso e muito mais. Andou por aqui a deplorar o crescente pendor novelesco dos nossos jornais das sete e cinquenta e nove e agora a divindade castiga-a, obrigando-a a digerir reportagens sobre os fascinantes acidentes nas gigantescas auto-estradas irlandesas (quantas, mas quantas, pobres ovelhas pereceram desta vez?) ou a saga da imemorial seca local (sem chuva desde as sete da tarde, coitados, o horror!) ou o bucolismo do mais recente trabalho do sempre jovem Bono still crazy after a hundred and eighty four.
Estamos desvanecidos de alegria com os seus mile maith, uma maravilha ter ganho tantas milhas. Foi na TAP? As transportadoras atravessam, de facto, um bom momento e todos adoramos viajar sem pagar. E ainda por cima pode levar o agat! Aposto que o bichano ficou bem feliz. Raibh deve ser uma terra linda, o sonho de qualquer felino, e agora na altura das festas da padroeira, Santa Halle, seria um crime não a visitar.
Embora essas milhas nos sejam prejudiciais, por deixarmos de contar com o seu contributo por mais uns dias, estamos consigo e com o Tareco. Divirtam-se muito e recebam mil beijinhos. Ou, se preferir, mile maithinhos.
PS – Desculpe a falta de acentos. Apesar da solidariedade que nos motiva, sabemos que tanto erro pode ser um tormento para uma perfeccionista como a Francisca, que se recusa a entrar na CML desde os tempos do Benvindo. Aquele tipo que assessorava o PSL nos assuntos de tapetes e agora foi ajudar o Nuno Thomaz com os tempos dos verbos.
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